A única crítica negativa ao guia do mochileiro das galáxias
Oferta numa loja da internet. Livro muitíssimo bem recomendado por todos os conhecidos meus que o leram. O preço estava ótimo. Comprei. O livro certamente era maravilhosamente hilário, como os comentários de todos faziam parecer; e com todo esse "hype", adquiri a coleção inteira. Cinco livros.
Minhas expectativas eram as melhores, no entanto, não comecei a ler os livros logo que chegaram, pois tinha outras tarefas pra fazer durante o dia e nunca me sobrava a quantidade de tempo ideal para sentar, relaxar e apreciar o Guia do Mochileiro das Galáxias em sua plenitude. Acabei lendo-o durante os três dias de carnaval, junto com outro livro que fazia mais de ano que não lia: um sobre as bases sociais das cidades na idade antiga. Creio que tanta expectativa atrapalhou a apreciação do livro, pois, quando terminei de lê-lo, senti-me um pouco desapontado.
Não que o Guia seja um livro ruim. Ele é razoável, mas não passa disso. As maioria das piadas contidas lá são engraçadas, mas o pior do livro é justamente o fato de que ele parece um amontoado de situações e comentários engraçados ligados fracamente por uma história que parece estar ali só pra preencher lacunas. Senti falta de criatividade logo no início, quando o argumento usado pelos vogons para destruir a Terra é o mesmo utilizado pelo Sr. Prosser para demolir a casa do personagem principal, Arthur Dent. E o gerador de improbabilidade infinita nem tinha sido mencionado ainda.
Aliás, o gerador de improbabilidade infinita é uma forma que o autor encontrou pra justificar praticamente tudo. Qualquer inverossimilhança do enredo é justificado por esse aparelho. Não me senti bem vendo a utilização sem pudores desse deus ex machina disfarçado de elemento humorístico. Falando em não se sentir bem, o enredo possui muitas reviravoltas. Nada contra mudanças abruptas de rumo em narrativas, mas uma reviravolta a cada três ou quatro páginas me fez ter a sensação de que nada do que eu estava lendo continha informação relevante para o desenrolar da história; ou seja, o texto pra mim passou a ser um desfile de piadinhas descorrelacionadas ao enredo. Não houve nenhum esmero na construção da narrativa.
Agora você poderia me argumentar: Mas é uma obra de humor. Não importa se a narrativa é mal amarrada, o que importa é a qualidade das piadas mesmo. Eu até concordo que o enredo em si seja de menor importância no humor, vide o ótimo filme "Monty Python and the Holy Grail", onde o que menos importa é a história em si. No entanto, os furos na narrativa não parecem ser fruto da falta de criatividade do autor, como parece a mim ser o caso do Guia do Mochileiro das Galáxias.
Minhas expectativas eram as melhores, no entanto, não comecei a ler os livros logo que chegaram, pois tinha outras tarefas pra fazer durante o dia e nunca me sobrava a quantidade de tempo ideal para sentar, relaxar e apreciar o Guia do Mochileiro das Galáxias em sua plenitude. Acabei lendo-o durante os três dias de carnaval, junto com outro livro que fazia mais de ano que não lia: um sobre as bases sociais das cidades na idade antiga. Creio que tanta expectativa atrapalhou a apreciação do livro, pois, quando terminei de lê-lo, senti-me um pouco desapontado.
Não que o Guia seja um livro ruim. Ele é razoável, mas não passa disso. As maioria das piadas contidas lá são engraçadas, mas o pior do livro é justamente o fato de que ele parece um amontoado de situações e comentários engraçados ligados fracamente por uma história que parece estar ali só pra preencher lacunas. Senti falta de criatividade logo no início, quando o argumento usado pelos vogons para destruir a Terra é o mesmo utilizado pelo Sr. Prosser para demolir a casa do personagem principal, Arthur Dent. E o gerador de improbabilidade infinita nem tinha sido mencionado ainda.
Aliás, o gerador de improbabilidade infinita é uma forma que o autor encontrou pra justificar praticamente tudo. Qualquer inverossimilhança do enredo é justificado por esse aparelho. Não me senti bem vendo a utilização sem pudores desse deus ex machina disfarçado de elemento humorístico. Falando em não se sentir bem, o enredo possui muitas reviravoltas. Nada contra mudanças abruptas de rumo em narrativas, mas uma reviravolta a cada três ou quatro páginas me fez ter a sensação de que nada do que eu estava lendo continha informação relevante para o desenrolar da história; ou seja, o texto pra mim passou a ser um desfile de piadinhas descorrelacionadas ao enredo. Não houve nenhum esmero na construção da narrativa.
Agora você poderia me argumentar: Mas é uma obra de humor. Não importa se a narrativa é mal amarrada, o que importa é a qualidade das piadas mesmo. Eu até concordo que o enredo em si seja de menor importância no humor, vide o ótimo filme "Monty Python and the Holy Grail", onde o que menos importa é a história em si. No entanto, os furos na narrativa não parecem ser fruto da falta de criatividade do autor, como parece a mim ser o caso do Guia do Mochileiro das Galáxias.

"Senti falta de criatividade logo no início, quando o argumento usado pelos vogons para destruir a Terra é o mesmo utilizado pelo Sr. Prosser para demolir a casa do personagem principal, Arthur Dent."
ResponderExcluirLeonardo, a ironia é EXATAMENTE ESSA. A burocracia está presente de forma igualmente pesada e opressora em todos os níveis da sociedade UNIVERSAL...
Vamos com calma:
ResponderExcluir1)O cara teve a ideia de incluir no livro um gerador de improbabilidade, uma explicação perfeitamente lógica para o seu surgimento, e vossa senhoria acusa o Douglas Adams de FALTA DE CRIATIVIDADE?
2) O cara mostra no livro cientistas inventando um computador que responda "a pergunta fundamental sobre a vida, o universo e tudo mais" e, depois de milênios, obtêm como resposta (SPOOOOILLLERRR) QUARENTA E DOIS (FIM DO SPOILER), e vossa senhoria acusa o Douglas Adams de FALTA DE CRIATIVIDADE?
3) No texto (3º parágrafo), você diz "o pior do livro é justamente o fato de que ele parece um amontoado de situações e comentários engraçados ligados fracamente por uma história que parece estar ali só pra preencher lacunas"; porém, no último parágrafo, você diz "Agora você poderia me argumentar: 'Mas é uma obra de humor. Não importa se a narrativa é mal amarrada, o que importa é a qualidade das piadas mesmo.' Eu até concordo que o enredo em si seja de menor importância no humor, vide o ótimo filme 'Monty Python and the Holy Grail', onde o que menos importa é a história em si", mostra que na verdade o que houve uma certa implicância com o material, que não lhe desceu bem. Ou seja, você não ficou satisfeito com as piadas e passou a notar as características do texto como "defeitos".
Bem, só posso achar que você está intolerante com o livro por causa do gerador de improbabilidade, que você deve ter visto em seu doutorado de física como algo impossível e absurdo. :D
E não esqueça de levar uma toalha ao sair de casa.
Acabo de assistir ao filme. O humor inglês é intragável!
ResponderExcluirSim, Cristiano... FALTA DE CRIATIVIDADE :D
ResponderExcluirAi cara , me contendo pra não xingar. O livro é pra quem tem capacidade de interpretação , se você não tem nem tente ler o livro , se não você vai acabar postando merda em um blog.
ResponderExcluirCalma, Thalles! Não foi você que eu critiquei. Foi o livro. =)
ResponderExcluirNossa... Vai fazer outra coisa cara, sei lá, pular da ponte.
ResponderExcluirEstou lendo o terceiro livro da trilogia de 5 e pensando: ué?
ResponderExcluirA constante quebra do enredo faz parecer que não se chega a lugar nenhum.
Já estou achando o absurdismo chato. Enfim, quem gosta, gosta. Quem não gosta, fica de boa, pois existem vários outros livros pra ler. Não gostar de um livro não significa ser inimigo de quem gosta e o contrário também é válido.
Estou lendo o terceiro livro da trilogia de 5 e pensando: ué?
ResponderExcluirA constante quebra do enredo faz parecer que não se chega a lugar nenhum.
Já estou achando o absurdismo chato. Enfim, quem gosta, gosta. Quem não gosta, fica de boa, pois existem vários outros livros pra ler. Não gostar de um livro não significa ser inimigo de quem gosta e o contrário também é válido.