Por que me convenci de que o impeachment de Dilma Roussef não é um golpe
É, Dilma... Tá feia a coisa. Permitam-me começar falando sobre futebol e relembrando um tempo bom. Eu tinha 16 anos, no auge da minha adolescência. A copa de 2002 teve uma certa peculiariedade. Como os países-sede (Coreia do Sul e Japão) tinham um fuso horário com doze horas de diferença do nosso, tínhamos que acordar cedo ou até de madrugada para assistir aos jogos. Lembro que, na hora do jogo de abertura (França x Senegal), as aulas da escola onde eu estudava foram temporariamente suspensas e todos, professores e alunos, descemos para a quadra (era mais um galpão, mas ok) para assistirmos juntos ao jogo e vibrarmos com a derrota dos nossos algozes da copa anterior. No dia três de maio, uma segunda-feira, o horário da estreia da nossa seleção foi seis horas da manhã, justamente a hora em que eu pegava o ônibus diariamente para ir à escola. Não lembro se as aulas nesse dia foram suspensas, mas lembro que assisti a esse jogo. Foi um jogo surpreendentemente difícil. A Turqui...


